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Só em 1749, quando uma missão de padres
redentoristas esteve em Muro Lucano, Geraldo conseguiu ingressar na
vida religiosa. Tanto importunou o Superior, Padre Cafaro, que
acabou cedendo e o enviou para o convento de Deliceto, em Foggia.
Enquanto era postulante passou por muitas tentações e aflições,
mas resistiu e venceu todos os obstáculos. Professou os primeiros
votos aos vinte e seis anos de idade, neste convento. E surpreendeu
à todos com seu excelente trabalho de apostolado, simples, humilde
obediente, de oração e penitência. Chegou a ser encarregado das
obras da nova casa de Caposele, depois como escultor, começou a
fazer crucifixos. Possuindo os dons da cura e do conselho, converteu
inúmeras pessoas, sendo muito querido no convento e na cidade.
Mas, mesmo assim, viu-se envolvido num escândalo provocado por uma
jovem que ele ajudara. Foi em 1754, quando Néria Caggiano não se
adaptando à vida religiosa, voltou para casa. Para explicar sua
atitude, espalhou mentiras e, calúnias. Para isto, escreveu uma
carta ao Superior, na época o próprio fundador, Santo Afonso,
acusando Geraldo de pecados de impureza com uma outra jovem.
Chamado para se defender, Geraldo preferiu manter o silêncio. O
castigo foi ficar sem receber a Santa Comunhão e sem ter contato
com outras pessoas de fora do convento. Ele sofreu muito. Somente
depois que a calúnia foi desmentida pela própria Néria, em uma
outra carta, é que Geraldo pôde voltar a receber a Eucaristia e a
trabalhar com o afinco de sempre na defesa da fé e na assistência
aos pobres. O povo só o chamava de "pai dos pobres". Mas
sua fama de sua santidade curiosamente, vinha das jovens mães. È
que as socorridas por ele durante as aflições do parto, contavam
depois, que só tinham conseguido sobreviver, graças às orações
que ele rezava junto delas, tendo o filho nascido sadio.
De saúde sempre frágil, Geraldo Majela morreu no dia 16 de outubro
de 1755, no convento de Caposele, com vinte e nove anos de idade. Após
a sua morte, começaram a ser relatados milagres atribuídos à sua
intercessão, especialmente em partos difíceis. Em 1893 ele foi
beatificado, sendo declarado o padroeiro dos partos felizes. Em
1904, o Papa Pio X o canonizou como Santo Geraldo Majela, cuja festa
litúrgica ocorre no dia de sua morte.
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