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Quando os monges de um convento, famoso, rico e
poderoso, o convidaram para ser o abade, ele recusou. O que desejava
era viver no seguimento de Cristo dedicando-se à caridade e
trabalhando no amparo e proteção aos pobres e doentes, e não o
poder ou a ostentação. Era comum ver os mendigos e leprosos
participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com
abrigo e esmolas fartas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a
eleger Godofredo, Bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese
depois de receber ordem escrita do próprio Papa.
Outra missão difícil para Godofredo. Ali os ricos e poderosos
preferiam a vida de muitos vícios, prazeres e luxos, sem nenhuma
virtude e ligação com os ensinamentos cristãos. Começou
empregando toda a força e eloqüência de sua pregação contra
esses abusos denunciando-os do próprio púlpito. O que quase lhe
causou a morte num atentado encomendado. Colocaram veneno em seu
vinho, mas o plano foi descoberto antes.
Considerando-se inapto renunciou o cargo e se retirou para um local
ermo. Só que nem os superiores nem o povo aceitaram a demissão e
Godofredo foi reconduzido ao cargo. Mas foi por pouco tempo. Durante
uma peregrinação à igreja de São Crispim e São Crispiniano,
situada em Soissons, sua cidade natal, ele adoeceu. Morreu no dia 08
de novembro de 1115, no convento dedicada aos dois santos padroeiros
dos sapateiros, onde foi enterrado.
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