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As penitências de Hilarião e sua extrema fé no
Senhor começaram a operar prodígios. Curou muitos doentes com uma
simples oração e o sinal da cruz. Converteu milhares de pessoas
através de seus sermões. Mas para seu desgosto, viu sua fama
ganhar o mundo. De repente se deu conta que à sua volta estavam
cerca de três mil pessoas ansiosas em seguir seu modo radical de
vida dedicada à Deus. Não teve alternativa senão construir vários
mosteiros para abrigar todos esses discípulos. Por esse motivo é
considerado padroeiro dos monges locais.
Novamente a grande movimentação de pessoas, desta vez à sua
procura, o fez buscar a solidão, vital para Hilarião, que através
dela entrava em comunhão com Deus. Voltou para o Egito. Mas a fama
de santidade nunca mais o abandonou. Era o abade que atraía leigos
e religiosos, pobres e ricos, onde quer que estivesse, e que
procurava o local ideal para viver sua espiritualidade. Então, foi
para o Ocidente, na Sicília. De lá partiu para a Dalmácia e
depois para Chipre, onde se encontrou com outro importante monge e
padre do deserto, Santo Epifânio.
Assim, Hilarião, após as longas jornadas, esquivando-se da fama,
encontrou a paz e a solidão quando passou a habitar uma gruta da
pequena ilha de Pafo, Chipre. Já idoso alí viveu a plenitude de
sua vida de religioso.
Morreu aos oitenta anos, em 372. O seu corpo, entregue ao discípulo
Eusébio, foi trasladado para o mosteiro de Maiuma. São Jerônimo
narrou a historia de sua vida. Santo Hilarião é festejado no dia
21 de outubro tanto na Igreja ocidental como na oriental.
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