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Mas não vacilou e aceitou a incumbência e desafios
que ela lhe trazia. Foi consagrado bispo de Poitiers e lutou vigorosamente
contra o arianismo. Debate após debate, polêmica após polêmica com os
hereges, sua defesa da Fé foi se tornando conhecida e o respeito por sua
atuação cada vez maior.
Foi por isso chamado "o Atanásio do Ocidente". Como ele, Hilário
foi perseguido pelos imperadores e sofreu o exílio. Enviado para o
Oriente, não se sentiu derrotado, aproveitou para estudar o grego e
conhecer as comunidades cristãs mais antigas e os ensinamentos dos
maiores sábios da Igreja, o que só fortaleceu sua missão.
Corajoso, durante o exílio de cinco anos, escreveu livros contra os
imperadores Constâncio e Auxêncio. Também foi o autor de diversas
obras: sobre a Santíssima Trindade, Comentários sobre os Salmos, e
algumas obras cujos textos interpretou. Contribuindo intensamente para o
desenvolvimento da teologia da revelação.
Hilário ficou realmente fascinado pela liturgia oriental. Compôs hinos
litúrgicos para familiarizar os fiéis com a teologia e mantê-los mais
intimamente unidos às celebrações. Pastor zeloso, procurou, ao retornar
para sua diocese na França, oferecer a seu rebanho o que de melhor
aprendera neste período de exílio. Mas nem por isso esqueceu a família,
cuja filha ele mesmo ministrou o sacramento do matrimônio e a esposa
ingressou num mosteiro, com seu auxílio e aprovação.
Faleceu em 367, quando passou a ser venerado como santo logo após seu último
suspiro. Uma conhecida frase sua mostra bem a coragem e a valentia com que
viveu e atuou, enfrentando hereges e poderosos: "Enganam-se os que
acreditam que me farão calar. Falarei pelos escritos e a palavra de Deus,
que ninguém pode aprisionar, voará livre". O Papa Pio IX, o
canonizou e o honrou com o título de "Doutor da Igreja",
confirmando a sua celebração para o dia 13 de janeiro.
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