|
Em 1911 viajou para Roma como secretário-geral do Sínodo
dos Bispos armênio-católicos. No mesmo ano, foi nomeado Bispo de Mardin,
uma das Eparquias armênio-católicas mais importantes.
Nesta Sede desempenhou um ministério exemplar, melhorando o nível
educativo, cultural e religioso das escolas da comunidade armênia e
difundiu um espírito de grande piedade. Propagou em todas as paróquias
de sua diocese o amor e devoção ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado
Coração e à Santíssima Virgem Maria.
O seu patriotismo não passou despercebido ao sultão do Império otomano,
que o condecorou com a Legião de Honra. Durante a guerra, os soldados
turcos invadiram as igrejas, semearam o terror, aprisionaram e torturam
pessoas inocentes, provocando o vigoroso protesto do bispo Maloyan, que
exortava os seus sacerdotes à rezar pedindo a proteção de Deus.
Preso de maneira arbitrária quando o governo decidiu acabar com os cristãos
na Turquia, foi induzido a professar a fé no Islã, mas respondeu
energicamente: "Nunca renegarei Cristo, nem os ensinamentos da Igreja
católica, à sombra da qual cresci e da qual, sem ser digno, fui um dos
seus ardorosos discípulos", provocando a fúria dos presentes.
Torturado cruelmente na prisão, foi morto no dia 13 de junho de 1915. Porém,
antes de partir para a casa do Pai, tomou algumas migalhas de pão,
consagrou-as e deu-as aos seus companheiros como Corpo de Cristo. O Papa
João Paulo II beatificou Inácio Maloyan em 2001, e indicou o dia de sua
morte para a sua veneração litúrgica.
|