|
Mais tarde, Isidoro estava trabalhando numa plantação de borracha,
em Ikiri. Pertencia a um colonizador belga, ateu, que não suportava
os africanos cristãos e menos ainda os missionários. Preferia a
população africana como estava, era mais fácil para ser explorada
como mão de obra quase gratuita. Não gostava de ter africanos
convertidos trabalhando na plantação, "perdiam tempo
rezando", dizia. Isidoro, no entanto, nunca escondeu que era
cristão, usava o Escapulário com fé e devoção. Trabalhava duro
e produzia bem, mas era cada vez mais perseguido.
Quando foi impedido de rezar em voz alta, enquanto trabalhava,
resolveu deixar a plantação. Mas foi proibido de voltar para casa,
e ordenaram que jogasse fora o Escapulário de Nossa Senhora do
Carmo, sinal de sua fé. Como Isidoro recusou, foi chicoteado pelo
próprio belga, ateu, até ter suas costas transformadas em uma
grande chaga. A ferida infeccionou e ao longo de seis meses Isidoro
viveu um calvário de sofrimentos. Sua agonia foi muito mais
dolorosa que o açoitamento. Durante esse período, foi solidário
com seu povo e outros sofredores, repartindo com eles sua fé e os
alimentos que recebia.
Morreu entre seus irmãos africanos, com o rosário nas mãos e o
Escapulário de Nossa Senhora do Carmo em seu pescoço. Perdoou e
prometeu rezar pelo seu algoz ao ingressar no céu. Foi o que disse,
antes de entregar sua alma ao Pai, envolto em seu pequeno "hábito
de carmelita" a 15 de agosto de 1909.
O Papa João Paulo II beatificou esse jovem africano cristão que
chamou de: o "Mártir do Escapulário", em 1994. O Beato
Isidoro Bakanja é celebrado no dia de sua morte. O seu testemunho
fez florescer muitas obras de caridade promovidas pelos leigos
carmelitas e devotos do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, em
todos os continentes.
|