|
O Papa tentava, há muito tempo, convence-lo a
negociar e conceder alguns poderes especiais a Alarico, para evitar
o pior, que ele saqueasse a cidade e matasse a população. Não
conseguiu e o saque teve início. Foram três dias de roubo, devastação
e destruição. Os bárbaros respeitaram apenas as igrejas, por
causa dos anos de contato e mediação com o Papa Inocêncio I.
Mesmo assim a invasão foi tão terrível que seria comentada e
lamentada depois, por Santo Agostinho e São Jerônimo.
Apesar de enfrentar inúmeras dificuldades, conseguiu manter a
disciplina e tomou decisões litúrgicas que perduram até hoje.
Elas se encontram na inúmera correspondência deixada pelo Papa
Inocêncio I. Aliás, com essas cartas se formou o primeiro núcleo
das coleções canônicas, que faz parte do magistério ordinário
dos pontífices, alvo de estudos ainda nos nossos dias.
Também foi ele que estabeleceu a uniformidade que as várias
Igrejas devem ter com a doutrina apostólica romana. Além disto,
estratificou em forma e conteúdo a doutrina dos Sacramentos da
penitência, da unção aos enfermos, do batismo e do casamento.
Durante o seu pontificado se difundia a heresia pelagiana, condenada
no ano 416 pelos Concílios regionais de Melevi e de Cartago
convocados por iniciativa de Santo Agostinho e com aprovação do
Papa Inocêncio I, que formalmente sentenciou Pelágio e seu discípulo
Celestio.
O Papa Inocêncio I morreu no dia 28 de julho de 417, sendo
sepultado no cemitério de Ponciano, na Via Portuense, em Roma.
|