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No Evangelho, Jesus disse: "Dos frutos
conhecereis a planta" . Assim, não foram precisos outros
elementos para descrever-lhes a santidade, senão pelo exemplo de
santidade da filha Maria. Afinal, Deus não escolheria filhos sem
princípios ou dignidade para fazer deles o instrumento de Sua ação.
Maria ao nascer no dia 08 de setembro de um ano desconhecido, não só
tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda
recompensou-os pela fé, ao ser escolhida no futuro para ser a Mãe
do Filho de Deus.
São João Damasceno exorta Joaquim e Ana como modelos de pais e
esposos cujo principal dever era educar seus filhos. São Paulo diz
que a educação dos filhos pelos pais é sagrada.
A tradição diz que Joaquim nasceu em Nazaré, e
casou-se com Ana quando ele era jovem. Ele era um rico fazendeiro e
possuía um grande rebanho. Como não tivessem filhos durante muitos
anos Joaquim era publicamente debochado, (não ter filhos era
considerado na época uma punição de Deus pela sua
inutilidade).
Um dia o padre do templo recusou a oferta de
Joaquim de um cordeiro e Joaquim foi para o deserto e jejuou e rezou
por 40 dias. O Pai de Ana teria sido um judeu nômade chamado Akar
que trouxe sua mulher para Nazaré com sua filha Ana. Após o
casamento de sua filha com Joaquim tambem ficou triste de não terem
sido agraciados com netos. Ana chorava e orava a Deus para
atende-la. Um dia ela estava orando e um anjo disse a ela que Deus
atenderia as suas preces. Ela estava sob uma árvore pensando que
Joaquim a havia abandonado(ele estava no deserto). O anjo disse
ainda que o filho que teriam seria honrado e louvado por todo o
mundo. Ana teria respondido; "Se Deus vive e se eu conceber um
filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a
minha vida."
O anjo disse a ela para ir correndo encontrar com o seu marido o
qual, em obediência a outro anjo, retornava com o seu rebanho. Eles
se encontraram em um local que a tradição chama de Portão de
Ouro. Santa Ana deu a luz a Maria quando ela tinha 40 anos. É dito
que Ana cumpriu a sua promessa e ofereceu Maria a serviço de Deus,
no templo, quando ela tinha 3 anos. De acordo com a tradição ela e
Joaquim viveram para ver o nascimento de Jesus e Joaquim morreu logo
após ver o seu Divino neto presente no templo de Jeruzalém.
O Imperador Justiniano construiu em Constantinopla, uma igreja em
honra de Santa Ana lá pelo anos de 550. Seu corpo foi transladado
da Palestina para Constantinopla em 710 e algumas porções de suas
relíquias estão dispersas no Oeste. Algumas em Duren
(Rheinland-Alemanha), em Apt-en-Provence, (França) e Canterbury
(Inglaterra).
O culto litúrgico de Santa Ana apareceu no sexto século no leste e
no oitavo século no Ocidente. No século décimo a festa da concepção
de Santa Ana era celebrada em Nápoles e se espalhou para Cantrbury
lá pelos anos de 1100 DC e daí por diante até século 14, quando
o seu culto diminui pelo crescente interesse pela sua filha, a
Virgem Maria.
O culto a Santa Ana chegou a ser até atacada por Martinho Lutero,
especialmente as imagens com Jesus e Maria, um objeto favorito dos
pintores da Renascença. Em resposta, a Santa Sé estendeu a sua
festa para toda a Igreja em 1582.
São Joaquim tem sido honrado no Leste desde o início e no Ocidente
desde o 16° século e imagens do culto a São Joaquim começaram no
Oeste nas Comunas e nos Arcos em Veneza que datam do século 6° .
A Imaculada Concepção de Maria é comemorada no dia 8 de dezembro
e o nascimento da Virgem Maria, nove meses depois, ou seja no dia 8
de Setembro.
A festa de São Joaquim era celebrada, no Ocidente no dia 16 de
agosto.
A princípio apenas Santa Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias
diferentes no Ocidente e no Oriente. Em 25 de julho pelos gregos e
no dia seguinte pelos latinos. A partir de 1584, também São
Joaquim passou a ser cultuado, no dia 20 de março. Só em 1913 a
Igreja, determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser
celebrados juntos, no dia 26 de julho.
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