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Em 1841, deixam o apartamento e alugam para uma
pequena casa que lhes permite acolher doze idosos doentes e
abandonados. Sozinha Joana inicia sua campanha junto à população
para recolher auxílios, tarefa que cumprirá até a morte. Mas logo
sensibiliza uma rica comerciante e com essa ajuda consegue comprar
um antigo convento. Ele se tornou a casa mãe da nascente Congregação
das Irmãzinhas dos Pobres, sob a assistência da Ordem hospedeira
de São João de Deus. Hábito que depois recebeu tomando o nome de
Joana Maira da Cruz. Adotando o voto de Hospitalidade, imprimiu seu
próprio carisma: "a doação como apostolado de caridade para
com quem sofre por causa da idade, da pobreza, da solidão e outras
dificuldades".
Assim foi o humilde começo da Congregação que rapidamente se
estendeu por vários países da Europa. Quando Joana Jugan morreu na
França, em 29 de agosto de 1879, na casa mãe de Pern, França, as
Irmãzinhas eram quase duas mil e quinhentas, com cento e setenta e
sete casas em dez países.
Em setembro de 1885, chegaram na América do Sul, fundando a
primeira casa na cidade de Valparaíso, a que logo foi destruída
por um terremoto e reconstruída em Viña Del Mar. Atualizando-se às
necessidades temporais, hoje são quase duzentas casas em trinta e
um países na Europa, América, África, Ásia e Oceania.
Uma Obra fruto da visão da fundadora Joana Jugan, Madre Joana Maria
da Cruz, que "Soube intuir as necessidades mais profundas dos
anciãos e entregou sua vida à seu serviço", para ser
festejada no dia de sua morte, como disse o Papa João Paulo II
quando a beatificou, em 1982.
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