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Em 1955 ela se casa com Pedro Molla. O casal vive na
tradição religiosa familiar: missa, oração e eucaristia, inserida com
harmonia à modernidade. Joana, ama esquiar na neve, pintar e a música
também. Ela freqüenta o teatro e os concertos com o marido, importante
diretor industrial, sempre muito ocupado.
Residem em Magenta mesmo, onde Joana participa ativamente também da vida
local da Associação Católica Feminina. Os retiros espirituais são
momentos de forte interiorização e ela é a verdadeira colaboradora
dessas novidades felizes da comunidade católica. Vive essa atribuição
como sua missão de médica.
Nascem os filhos: Pedro Luiz , Maria Rita e Laura . No mês de setembro de
1961, no início da quarta gravidez, é hospitalizada e então é
descoberto um fibroma no útero. Diante da gravidade, sempre mais evidente
do caso, a única perspectiva de sobreviver é renunciar a gravidez , para
não deixar órfãos os três filhos. Mas Joana possui valores cristãos
firmemente consolidados e coloca em primeiro lugar o direito à vida. E
assim decide, com o preço da sua vida, ter o bebê.
Joana Emanuela nasce e sua mãe ainda a segura nos braços antes de
morrer, no dia 28 de abril de 1962. Uma morte que é uma mensagem
iluminada do amor em Cristo.
Após sua morte, o marido lê as anotações pessoais de Joana que
antecediam os retiros espirituais e descobre sua conexão indissolúvel
com o amor, o sacrifício e a fé inabalável.
Ao proclamar Santa Joana Baretta Molla em 2004, o Papa João Paulo II quis
exaltar, juntamente com seu heroísmo final, a sua existência inteira, os
ensinamentos de toda uma vida no seguimento de Jesus, exemplo para os
casais modernos.
Joana Emanuela, a filha nascida do seu sacrifício, em pronunciamento
nessa ocasião disse: "Sinto em mim a força e a coragem de viver,
sinto que a vida me sorri". Ela ainda disse que rende homenagem à mãe
"dedicando a minha vida à cura e assistência aos anciãos".
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