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Depois disso, Joana andou pelo mundo pregando a
palavra de Deus, fazendo caridade, tratando dos doentes, mas
principalmente sendo perseguida. Havia estourado a Revolução na
França, o clima anticlerical, tornava a vida dos religiosos um
verdadeiro terror. Muitos sacerdotes, religiosos e fiéis a Igreja
foram denunciados, perseguidos, torturados e condenados à morte por
guilhotina.
Tinha vinte e oito anos quando se viu atirada à rua junto com
outras religiosas. Joana ficou sem ter para onde ir. Junto com
outras companheiras foi para a Suíça e depois Alemanha, mas pouco
tempo depois voltou para a Suíça.
Em 1797 se fixou em Besançon, onde fundou uma escola para meninas,
mas sem deixar de cuidar dos enfermos. Entretanto os revolucionários
a descobriram e teve de se esconder por dois anos. Em 1799 pôde
retornar e junto com quatro religiosas fundou outra escola com farmácia,
formando o primeiro núcleo do Instituto das Filhas da Caridade de São
Vicente de Paulo. Logo as discípulas de Joana Antida aumentaram e a
nova congregação se expandiu pela França, Suíça, Sabóia e Nápolis.
Depois disto, em 1810, foi enviada para assumir a direção de um
grande hospital de Nápolis. Nesta cidade, Joana Antida passou a última
etapa de sua vida, onde empreendeu intensa atividade abrindo muitos
institutos, desenvolvendo assim sua congregação. A fundadora
morreu no dia 24 de agosto de 1826, no seu convento de Nápolis,
rodeada por suas religiosas. O Papa Pio XI a proclamou Santa Joana
Antida Thouret, em 1934, e indicou sua celebração para o dia de
sua morte.
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