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Esse grupo de mártires representa a primícia da
santidade do continente norte-americano, envolta com o sangue do
martírio. Mas, com certeza fazem parte da segunda geração de jesuítas
e franciscanos enviados para a catequização, por isso adentraram
bastante ao continente. Eles estavam espalhados na selvagem região
coberta por imensas florestas e grandes lagos, nos confins dos
Estados Unidos com o Canadá. Os povos locais, conhecidos como
"peles-vermelhas", eram formados pelas tribos guerreiras
dos Urões e dos Iroqueses, que disputavam o território, mas que se
uniam para resistir bravamente aos "homens brancos"
invasores, vingando-se sangrentamente em todos que lembrassem os
inimigos, principalmente nos jesuítas cuja única arma era a
palavra de Deus.
Foram torturados e mortos em diferentes datas, entre 1642 e 1649,
num período de inquietação na vida da recente colônia americana,
não só religiosa como também política. Deles, apenas as relíquias
de João de Brébeuf e Gabriel Lalemant foram encontradas e levadas
para Quebec, Canadá, por ser colônia francesa, onde até hoje estão
expostas as orações dos devotos e peregrinos.
As duas tribos responsáveis pelos crimes contra os missionários
continuaram a guerrear entre si por muitos anos. Até que os Urões,
quase exterminados pelos Iroqueses, foram se abrigar nas antigas
missões de Santa Maria, que ainda se conservavam de pé e eram
mantidas por jesuítas.Lá os mais de dois mil e setecentos indígenas
tomaram conhecimento da palavra de Jesus, se converteram e foram
batizados.
A colina onde foram assassinados Padre Jogues e seus companheiros é
chamada de "Montanha da Oração" e, ainda hoje, existe
uma paróquia formada e mantida pelos Urões católicos. Nos locais
onde os outros morreram outras igrejas foram construídas e
destinadas à comunidade católica indígena.
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