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Entre os anos 1630 e 1640, duas epidemias de pestes assolaram a
comunidade. Francisco Régis era incansável no atendimento aos
doentes pobres e suas famílias. Neste período se conscientizou que
a França precisava da sua ação apostólica e não o exterior.
Assim, se tornou um valente missionário jesuíta, e o mais freqüente
sacerdote visitador de cárceres e hospitais. Os registros relatam
às centenas os doentes que salvou e os pagãos que converteu ao
mesmo tempo.
Bispos de seu tempo relataram que ele era dotado de um carisma muito
especial. Aonde pregava os ensinamentos de Cristo as pessoas
invariavelmente se convertiam. Conseguiu com o auxilio da Virgem Mãe,
como ele mesmo dizia, converter aldeias inteiras com o seu
apostolado. Foram dez anos empregados nesse fatigante e profícuo
trabalho missionário.
Francisco Régis foi designado para chefiar a missão enviada à La
Louvesc, na diocese de Dauphine. Antes de iniciar a viagem quis se
despedir dos companheiros jesuítas. Percebera, apesar da pouca
idade, que sua morte estava muito próxima. A viagem até lá foi um
tremendo sacrifício. Além de atravessar altas montanhas, o caminho
foi trilhado debaixo de um rigoroso inverno.
Chegou a La Louvesc doente e perigosamente febril. Mas, como havia
uma enorme multidão de fiéis, que desejavam ouvir seus sermões,
pregou por três dias seguidos. Os intervalos de descanso foram
utilizados para o atendimento no confessionário. Finalmente abatido
por uma enorme fraqueza que evoluiu para uma pneumonia fulminante,
faleceu no dia 31 de dezembro de 1640, aos quarenta e três anos de
idade.
O Papa Clemente XII o canonizou em 1737. São João Francisco Regis,
ou apenas São Francisco Regis, como era chamado, teve sua festa
marcada para o dia 16 de agosto.
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