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Nesta cidade em 1592 José Calasanz encontrou o
caminho para a sua vocação: a educação e formação de jovens
pobres e abandonados. Inicialmente como membro da Confraria da
Doutrina Cristã, atuando junto aos jovens pobres da paróquia de
Santa Dorotéa, onde era vigário cooperador. Em 1597 fundou a
primeira escola gratuita para crianças pobres, seguindo
entusiasmado pelo grande número de voluntários se agregavam à
obra. Assim, em 1621 fundou a Congregação dos clérigos pobres
regulares da Mãe de Deus das Pias Escolas, clérigos regulares que
têm um quarto voto: o comprometimento com a instrução dos jovens.
O grande reconhecimento das escolas pias de Roma fez com que se
espalhassem por toda a Itália, alcançando a Espanha, Alemanha, Polônia
e Morávia. Mas, apesar do incontestável sucesso da nova Ordem, nos
últimos anos de sua vida José teve que passar por uma terrível
provação. Caluniado perante o Santo Ofício foi julgado, deposto
do cargo e a nova congregação ficou sem aprovação.
Entretanto José humildemente aceitou tudo sem se revoltar. Morreu
no dia 25 de agosto de 1648, aos noventa anos de idade, animando os
seus sacerdotes para não desistirem da Ordem. Somente oito anos
depois de sua morte, o Papa Alexandre VI reconheceu que ele era
inocente e aprovou as regras da Ordem. Como o fundador previra, ela
ressurgiu mais vigorosa do que antes.
A ele foram atribuídas muitas intercessões em milagres e graças,
sendo canonizado em 1767. O culto à São José Calasanz ocorre no
dia de sua morte. Desde 1948 ele é celebrado em todo o mundo cristão
como "padroeiro das escolas populares", conforme foi
proclamado pelo Papa Pio XII.
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