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Judas, apóstolo que celebramos hoje, para não ser
confundido com Judas Iscariotes, "apóstolo da perdição", o
traidor de Jesus, foi chamado nos evangelhos de Judas Tadeu. O nome Judas
vem de Judá e significa: festejado. Tadeu, quer dizer: peito aberto,
destemido, melhor ainda, magnânimo.
Era natural de Caná da Galiléia, na Palestina. E filho de Alfeu também
chamado Cléofas e de Maria Cléofas, ambos parentes de Jesus. O pai,
Alfeu, era irmão de São José; a mãe, Maria Cléofas, prima irmã de
Maria Santíssima. Portanto, Judas era primo irmão de Jesus e irmão de
Tiago, chamado o Menor, também discípulo de Jesus. Os escritos cristãos
dessa época revelam mesmo esse parentesco, uma vez que Judas Tadeu seria
um dos noivos do episódio que relata as bodas de Caná e, por isso,
Jesus, Maria e os apóstolos estariam lá.
Na Bíblia ele é citado pouco, mas de maneira importante. No evangelho de
Mateus, 10,4 vemos que Judas Tadeu foi escolhido por Jesus. Enquanto nas
escrituras de João, ele é narrado mais claramente (Jo 14,22). Na ceia,
Judas Tadeu perguntou a Jesus: "Mestre, por que razão deves
manifestar-te a nós e não ao mundo?" Jesus lhe respondeu que a
verdadeira manifestação de Deus está reservada para aqueles que o amam
e guardam a sua palavra. (Jo 14,23). Também faz parte do Novo Testamento
a pequena Carta de São Judas, a qual traz os fundamentos para perseverar
no amor de Jesus e adverte contra os falsos mestres.
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São
Judas Tadeu
Apóstolo -
Século I
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