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No ano seguinte estava em Roma, onde passou a travar
discussões filosóficas encaminhando-as para a visão do Evangelho. Muito
culto, era assim que evangelizava, entre os letrados, pois esse era o
mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo, que além de
falar, escrevia.
Deixou muitos livros importantes cujos ensinamentos influenciaram e ainda
estão presentes na catequese e na doutrina dogmática da Igreja. Embora
tenham alcançado nossos tempos apenas três de suas apologias, a mais célebre
delas é o Diálogo com Trifão. Seus registros abriram caminhos à polêmica
antijudaica na literatura cristã, além de nos fornecerem importantes
informações sobre ritos e administração dos Sacramentos na Igreja
primitiva.
Bem sucedido em todas as discussões filosóficas, conseguiu converter
muitas pessoas influentes, ganhando com isso muitos inimigos também.
Principalmente a ira dos filósofos pagãos: Trifão e Crescêncio. Este
último, após ter sido humilhado pelos argumentos de Justino, prometeu
vingança e o denunciou como cristão ao imperador Marco Aurélio.
Justino foi levado a julgamento e, como não se dobrou às ameaças,
acabou flagelado e decapitado com outros companheiros, que como ele
testemunharam sua fé em Cristo no ano 164, em Roma, Itália.
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