|
Na esfera espiritual, ele permaneceu firme
defendendo as verdades do catolicismo frente às grandes heresias
que sacudiram o século V e atuou, participando de discussões,
encontros e concílios. Foi nessa época que escreveu um dos
documentos mais importantes para a fé: a "Carta dogmática a
Flaviano", o patriarca de Constantinopla, defendendo as posições
ortodoxas do cristianismo. "Pedro falou pela boca de Leão",
diziam os sacerdotes da Igreja que acabavam concordando com os
argumentos. Estão guardados mais de cem, dos seus sermões, além
de cento e quarenta e três cartas contendo ensinamentos sobre a fé
cristã, seguidos e respeitados ainda hoje.
Já no plano material era o único que poderia conseguir, graças ao
seu prestígio e eloqüência, que o terrível rei Átila,
comandante dos bárbaros hunos, não destruísse Roma e a Itália. A
missão poderia ser fatal, pois Átila já invadira, conquistara e
destruíra a ferro e fogo o norte do país. Mesmo assim Leão I foi
ao seu encontro e saiu vitorioso da situação. Mais tarde foi a vez
de conter os vândalos que, liderados pelo chefe bárbaro Genserico,
entraram em Roma. Também, só não atearam fogo à cidade eterna e
não dizimaram sua população graças à atuação do grande pontífice.
Não existem relatos sobre os seus últimos dias de vida. O Livro
dos Papas diz que Leão I governou vinte e um anos, um mês e treze
dias. Faleceu no dia 10 de novembro de 461 e foi sepultado na basílica
de São Pedro em Roma. O Papa Bento XIV o proclamou doutor da Igreja
em 1754. Leão I foi o primeiro Papa que recebeu o título de
"o Magno".
|