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Em "Florzinhas de São Francisco"
encontramos o seguinte relato sobre ele: " no Convento de
Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia em pela comunhão com
Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações
chegava a se elevar do chão. Por onde andava os pássaros o
acompanhavam, posando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando
alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas quando
perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre,
entregue ao trabalho, penitência e à oração contemplativa. Os
demais irmãos lhe dedicavam grande consideração.
Quando atingiu a idade de quarenta e cinco anos, sua virtuosa vida
chegou ao fim. Ele caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a
morte. Não conseguia beber nada, por outro lado, se recusava a
receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico
celestial, Jesus Cristo, e na Sua abençoada Mãe. Ela
milagrosamente o visitou e consolou, quando estava em oração se
preparando para a morte. Acompanhada de três santas virgens e com
uma grande multidão de anjos, se aproximou de sua cama. Ao vê-La,
ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e lhe
suplicou em nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se
tivesse este merecimento.
Chamando-o por seu nome a Virgem Maria respondeu: 'Não temas,
filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para te confortar antes
de tua partida desta vida'". Assim frei Liberato ingressou na
vida eterna , numa data incerta do século XIII.
No século XV o culto à Liberto de Loro era tão vigoroso, que as
terras dos Brunforte, recebeu autorização para se chamar São
Liberato. Inclusive o novo convento construído por ocasião da sua
morte, ao lado do antigo de Sofiano. E construíram também uma
igreja para conservar as suas relíquias, atualmente Santuário de São
Liberato. Porém, só no século XIX, após um complicado e
atrapalhado processo de canonização, é que o seu culto foi
reconhecido pelo Papa Pio IX, que lhe deu a autorização canônica
de ser chamado de Santo. A festa de Santo Liberato de Loro foi
mantida na data tradicional de 06 de setembro, quando suas relíquias
foram solenemente transferidas para o altar maior do atual Santuário
de São Liberato, na sua terra natal.
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