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Vejamos como tudo aconteceu. Aos seis anos de
idade, o então menino Júlio César encantava a todos com o
extraordinário dom de memorizar as páginas de livros, em poucos
minutos, para depois declamá-las em público. E cresceu assim,
brilhante nos estudos. Quando ficou órfão aos catorze anos de
idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza. Nesta megalópole,
pôde desenvolver muito mais os seus talentos, para os estudos.
Mas a religião o atraia de forma irresistível. Dois anos após
chegar a Veneza ele atendeu ao chamado e ingressou na Ordem dos
frades menores de São Francisco de Assis. Em seguida se juntou aos
capuchinhos de Verona, onde recebeu a ordenação e assumiu o novo
nome, em 1582. Depois completou sua formação na universidade de Pádua.
Voltou para Veneza em 1586, como professor dos noviços da Ordem,
sempre evidenciando os mesmos dotes da infância.
Tornou-se especialista em línguas e sua erudição o levou à
ocupar altos postos de sua Ordem e também à serviço do Sumo Pontífice.
Foi provincial em Toscana, Veneza, Gênova, Suíça e comissário no
Tirol e na Baviera, pregando firmemente a ortodoxia católica contra
a reforma protestante. Além de animar as autoridades e o povo na
luta contra a dominação dos turcos muçulmanos. Lourenço foi,
inclusive, o Superior Geral da sua própria Ordem e embaixador do
Papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em
conflito.
Lourenço de Brindisi morreu no dia do seu aniversário em 1619,
durante sua segunda viagem à Península Ibérica, na cidade de
Lisboa, em Portugal. Foi canonizado em 1881 e recebeu o título de
"Doutor da Igreja" em 1959, outorgado pelo Papa João
XXIII. A sua festa é celebrada, um dia antes do aniversário de sua
morte, acontece no dia 21 de julho.
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