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Não era um bom orador, em contrapartida tornava
sua pregação eficiente com sua dedicação ao mistério do
confessionário, seu exemplo de humilde mendicante e seu trabalho de
escritor incansavelmente. Sua obra inclui livros para doutores e
leigos, incluindo tratados teológicos e simples manuais de
catequese. Os seus escritos trazem a matriz da idéia da
"Sabedoria Eterna" eixo da sua mística, tanto para a
perfeição interior como para a retidão da vida episcopal.
A contragosto em 1433, foi consagrado Bispo de Castelo, uma pequena
diocese. Em 1451 o Papa Nicolau V extinguiu esta diocese e consagrou
Lourenço Justiniano o primeiro Patriarca de Veneza. Nestas
administrações deixou sua marca singular impressa com suas
virtudes, sendo considerado um homem sábio, piedoso e caridoso,
principalmente com os mais pecadores. Nestes cargos ergueu mais de
quinze conventos e muitas igrejas, aumentando assim seu já enorme
rebanho. Tornou-se um exemplo de pastor, amado por todos os fiéis,
que obedeciam a sua pregação e exemplo no seguimento de Cristo.
Rodeado por seus amigos do clero em seu leito de morte, no dia 08 de
janeiro de 1456. Lourenço Justiniano deixou como mensagem aos cristãos:
"Observai os mandamentos da lei de Deus". Depois de sua
morte, muitos milagres foram atribuídos à intercessão de São
Lourenço Justiniano, por isso, foi canonizado no ano de 1690 pelo
Papa Alexandre VIII. Sua festa foi indicada para ser celebrada no
dia 05 de setembro.
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