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Em 1235, casou-se com Margarida de Provença, uma
jovem princesa que, assim como ele, cultivava grandes virtudes. O
marido reinou com justiça e solidariedade. Possuía um elevado
senso de piedade, incomum aos nobres e poderosos de sua época.
Tinha o coração e espírito sempre voltado para as coisas de Deus,
lia com freqüência a Sagrada Escritura e as obras dos Santos
Padres e as aconselhava a todos os seus nobres da corte. Com o
auxilio da rainha fundou igrejas, conventos, hospitais, abrigos para
os pobres, órfãos, velhos e doentes. O casal real teve dez filhos,
todos educados como eles e por eles. E o resultado dessa firme educação
cristã, foi reis e rainhas de muitas cortes que governaram com
sabedoria, prudência e caridade.
Depois de ter adquirido de Balduíno II, imperador de
Constantinopla, a coroa de espinhos de Cristo, que segundo a tradição,
era a mesma usada na cabeça de Jesus. Ele mandou erguer uma a belíssima
igreja para abriga-la numa redoma de cristal. Trata-se da belíssima
Sainte-Chapelle, que pode ser visitada em Paris.
Acometido de uma grave doença, em 1945 Luiz IX quase morreu. Então
fez uma promessa caso sobrevivesse: empreenderia uma cruzada contra
os turcos muçulmanos que ocupavam a Terra Santa. Quando recuperou a
saúde, em 1248 apesar das oposições da corte, cumpriu o que havia
prometido. Preparou um grande exército e, por várias vezes,
comandou as cruzadas para lá. Mas em nenhuma delas teve êxito.
Primeiro foi preso pelos muçulmanos, que o mantiveram no cativeiro
durante seis anos. Depois, numa outra investida, quando se
aproximava de Tunis, foi acometido pela peste e, ali morreu, no dia
25 de agosto de 1270.
Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luiz IX,
que já tinha fama e odor de santidade. O seu túmulo se tornou um
local de intensa peregrinação, onde vários milagres foram
observados. Assim, em 1297 o Papa Bonifácio VIII declarou Santo,
Luiz IX rei da França, mantendo o culto já existente no dia de sua
morte.
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