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Em 1648 entrou no noviciado de Conegliano, no ano
seguinte emitiu os votos religiosos com o nome de Marco d'Aviano.
Depois dos estudos de filosofia e teologia, em 1655 foi ordenado
sacerdote em Chioggia. Ali viveu num forte compromisso de oração e
de vida comum, na humildade e obscuridade. A partir de 1664 passou a
se dedicar ao apostolado da palavra e ficou conhecido em toda a Itália,
principalmente pelos sermões nos tempos do Advento e Quaresma. Também
desempenhou cargos de governo: em 1672, foi superior do convento de
Belluno e, em 1674, foi diretor da fraternidade de Oderzo.
A sua vida se modificou, de novo, quando foi enviado a pregar no
mosteiro de São Prosdócimo, em Pádua. Ali, por sua oração e benção,
curou uma religiosa que estava paralisada havia treze anos. Outras
curas parecidas passaram a ocorrer. Assim, a sua fama de santidade,
associada à do extraordinário carisma de pregação, fez crescer a
sua popularidade que ele passou a ser solicitado pelos bispos de várias
nações européias.
Enchia igrejas e milhares de pessoas se reuniam nas praças de
Anversa, Ausburgo, Colônia, Magonza, Worms, Salisburgo para escutar
a sua pregação, seu chamado à conversão e à penitência. Apesar
de ser um tempo de forte tensão entre católicos e protestantes,
eles também iam escuta-lo e esperavam por sua benção. Por isto
foi considerado o precursor do "ecumenismo espiritual".
Depois, o imperador Leopoldo I, de Ausburgo o fez seu conselheiro e
confessor, bem como a imperatriz Leonor.
Em 1683, a cidade de Viena estava para cair nas mãos do exercito
dos turcos muçulmanos. Porque, os comandantes dos exércitos cristãos,
não se entendiam e se dispersavam em discussões inúteis e
perigosas. Foi então que o Papa Inocêncio XI decidiu enviar Marco
na desesperada tentativa de uni-los para combater o inimigo comum. A
sua intervenção foi tão eficaz, que os turcos foram expulsos,
Viena foi salva e a paz voltou à Europa. Por isto, na Áustria, na
Alemanha e nos países da Europa do Leste, ele é celebrado como herói
nacional e a sua figura histórica estudada nas escolas.
Interrompeu sua atividade apostólica por motivos de saúde. Teve
tempo apenas de receber a Bênção Apostólica do Papa que lhe fora
enviada através do Núncio Apostólico. Morreu em 13 de agosto de
1699, apertando nas mãos o crucifixo e assistido pelos imperadores
Leopoldo I e Leonor. Depois do solene funeral, foi sepultado na cripta dos Capuchinhos de
Viena, ao lado da tumba dos imperadores. A sua sepultura se tornou
ponto de visitação dos fiéis que agradeciam os milagres alcançados
por sua intercessão. O Papa João Paulo II beatificou frei Marco d'
Aviano em 2003, designando sua veneração litúrgica para o dia de
sua morte.
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