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O seu nome era Ioanna, para nós Joana, e foi uma das
filhas da numerosa família Haze. Pertenciam à classe média e eram católicos
fervorosos. Ela nasceu na cidade de Liegi em 27 de fevereiro de 1777.
Desde o berço apresentou uma inteligência precoce, aos quatro anos sabia
ler e escrever corretamente.
Neste período a família conviveu com os perigos da Revolução Francesa
e por isto teve de fugir para o exterior, em conseqüência do avanço do
exército revolucionário que pretendia a independência da Bélgica. Foi
nesta circunstância, que em 1795 seu pai veio a falecer. Depois, algumas
de suas irmãs se casaram. Joana e a irmã Ferdinanda, ao invés do
matrimonio, animavam o desejo de seguirem a vida como religiosas, coisa
impossível, por causa das leis anticlericais da época.
Entretanto, permaneceram em casa levando uma vida religiosa missionária,
dedicadas ao trabalho e as orações. Alfabetizavam, catequizavam e
atendiam os pobres, marginalizados, doentes e cuidavam da mãe, que morreu
em 1820.
Quatro anos depois, foi oferecida para elas uma escola paroquial em Liegi,
tolerada pelo governo holandês, ao qual estava submetida a população
belga. Em 1830, quando a Bélgica adquiriu sua independência, Joana
decidiu fundar uma nova congregação religiosa a qual recebeu o nome de
"Filhas da Santa Cruz de Liegi". As atividades iniciaram em
agosto de 1832, com a finalidade de organizar as escolas privadas, prestar
assistência aos presos, aos hospitais dos carentes e dar atendimento às
missões.
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Bem-Aventurada Maria
Teresa do Sagrado Coração
(Ioanna Haze)
1777-1876
Fundou a congregação
Filhas da Santa Cruz de Liegi
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