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No verão
de 1883 costumava ir para o balneário de Loano, na Riviera da Ligúria,
onde ajudava as famílias e cuidava dos pescadores doentes em suas casas,
dando também assitência as crianças abandonadas. Nesse local se uniu a
um grupo de senhoras pias que se dedicavam às obras de caridade. Esse
pequeno núcleo se iniciava à uma vida comunitária religiosa,
inspirando-se ao ideal de São Francisco de Assis, sob a direção do
capuchinho Padre Angélico. Logo o Padre percebeu que Ana Maria tinha uma
fantástica capacidade organizadora de obras de caridade e que sua
vocação missionária era emocionante, só voltada para a salvação
das almas. Por isso, o próprio Padre Angélico a incentivou a criar
um novo Instituto. Em janeiro de 1885 vestiu o hábito religioso
franciscano, junto com algumas das senhoras. Nascia a família
religiosa das "Irmãs Terciárias Capuchinhas de Loano",
depois chamadas "Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto", com
a finalidade de dar assistência aos enfermos, especialmente em
domicílio e proporcionar a educação cristã da juventude.
Ana Maria emitiu os segundos votos em 1886, tomando o nome de Maria
Francisca de Jesus. Foi eleita a primeira Madre Superiora do
Instituto, cargo que manteve até a morte.
A sua obra se difundiu rapidamente na Itália e também na América
Latina. A partir de 1892, Madre Maria Francisca começou a viajar
para o Uruguai, Argentina e Brasil. Em 1895, fundou a primeira casa
do seu Instituto fora do seu país, foi no Uruguai. Depois ela
acompanhou um grupo de religiosas à Missão de Alto Alegre, no
Maranhão, Brasil, onde em 1901 sete delas morreram mártires sob um
dos ataques dos índios. A Argentina também recebeu a semente da
sua Obra.
Ao todo foram vinte casas abertas nos vinte anos do seu governo,
todas organizadas e fundadas por Madre Maria Francisca. Estava no
Uruguai, em Montevidéu quando adoeceu e foi um exemplo cristão,
inclusive no sofrimento. Morreu em 06 de agosto de 1904, nessa
cidade, onde foi enterrada na capela da primeira casa fundada em
terras estrangeiras. A congregação desde 1964 está presente na Etiópia, África. O
Papa João Paulo II a proclamou solenemente como a "primeira
Beata do Uruguai" em 1993. A celebração da Beata Maria
Francisca Rubatto deve acontecer no dia de sua morte.
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