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Em 1629, procurou refúgio nas montanhas de
Nagasaki, partilhando dos sofrimentos e das agonias dessa
comunidade. Encorajava para que se mantivessem fortes na Fé, e
recolocava no caminho do Evangelho aqueles que tinham renegado
Cristo sob tortura. Levava consolo para os doentes e ainda batizava
as crianças.
Diante da grande renúncia da fé pelos cristãos, aterrorizados com
as torturas a que eram submetidos, se não a fizessem, e ansiando
por se unir para sempre a Cristo, Madalena decidiu enfrentar os
perseguidores. Vestida com o hábito, em setembro de 1634, se
apresentou aos juízes. Levava consigo apenas a bíblia, para pregar
a palavra de Jesus e meditar no cárcere. Os magistrados admirados
com sua beleza e juventude e informados que ela possuía sangue
nobre, lhe fizeram promessas de vida confortável com um vantajoso
casamento. Madalena não cedeu, mesmo sabendo das horríveis
torturas sofreria.
Nos primeiros dias de outubro de 1634 foi torturada. Ficou suspensa
pelos pés, com a cabeça e o peito submersos em uma fossa. Cada vez
que a tiravam do suplício, era solicitada a negar a fé. Mas, ao
invés disso, Madalena pronunciava os nomes de Jesus e Maria e
cantava hinos de glória ao Senhor.
Resistiu a tudo durante treze dias e meio, quando as águas
inundaram a fossa e Madalena morreu afogada. Depois teve o corpo
queimado e as cinzas jogadas no mar, para evitar que suas relíquias
fossem guardadas pelos cristãos.
Beatificada em 1981, foi canonizada como Santa Madalena de Nagasaki,
pelo papa João Paulo II em 1987. A celebração de sua memória foi
marcada para o dia 20 de outubro. A Ordem Dominicana a venera no dia
19 de novembro. Em 1989 ela foi proclamada padroeira da Fraternidade
Secular Agostiniana Recoleta.
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