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Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulinha estava à
beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas,
motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa.
Para os dois, aquilo indicava uma possessão demoníaca. Falaram sobre o
cristianismo, Deus e o demônio e sobre a libertação dos males pela fé
em Jesus Cristo. Mas Artêmino não lhes deu crédito. Até que naquela
noite presenciou um milagre que mudou seu destino.
Segundo consta, um anjo libertou Pedro das correntes e ferros e o conduziu
à casa de Artêmio. O miliciano, perplexo, o apresentou à sua esposa Cândida.
Pedro então disse ao casal que a cura da filha Paulinha dependeria de
suas sinceras conversões. Começou a pregar a Palavra de Cristo e pouco
depois os dois se converteram. Paulinha se curou e se converteu também.
Dias depois, Artêmio libertou Marcelino e Pedro, provocando a ira de seus
superiores. Os dois foram recapturados e condenados à decapitação.
Entretanto, Artêmio, Cândida e Paulinha foram escondidos pelos cristãos,
mas eles passaram a evangelizar publicamente conseguindo muitas conversões.
Assim, logo foram localizados e imediatamente executados. Artêmio morreu
decapitado, enquanto Cândida e Paulinha foram colocadas vivas dentro de
uma vala que foi sendo coberta por pedras até morrerem sufocadas.
Quanto aos santos, o prefeito de Roma ordenou que fossem também
decapitados, porém fora da cidade, para que não houvesse comoção
popular. Foram levados para um bosque isolado onde lhes cortaram as cabeças.
Era o dia 02 de junho de 304.
Os seus corpos ficaram ali escondidos numa gruta límpida, por muito
tempo. Depois foram encontrados por uma rica e pia senhora, de nome
Lucila, que desejava dar uma digna e cristã sepultura aos santos de sua
devoção. O culto dedicado à eles se espalhou no mundo católico até
que o imperador Constantino mandou construir sobre essas sepulturas uma
igreja. Outros séculos se passaram e, em 1751, no lugar da igreja foi
erguida a belíssima basílica de São Marcelino e São Pedro, para
conservar a memória dos dois santos mártires, que existe até hoje.
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