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A santidade estava impregnada nele, que além do
talento especial para a medicina, foi agraciado com dons místicos
possuía muitos dons como, da profecia, inteligência infusa, cura,
poder sobre os animais e de estar em vários lugares ao mesmo tempo.
Segundo a tradição, embora nunca tenha saído de Lima, há relatos
de ter sido visto aconselhando e ajudando missionários na África,
no Japão e até na China. Como São Francisco de Assis, dominava,
influenciava e comandava os animais de todas as espécies, mesmo os
ratos, que o seguiam a um simples chamado.
A fama de sua santidade ganhou tanta força, que as pessoas passaram
a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de
proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois
uma peste epidêmica atingiu a comunidade e muitos padres caíram
doentes. Então, Martinho associou às ervas a fé e com o toque das
mãos, curou cada um deles.
Morreu aos sessenta anos, no dia 03 de novembro de 1639, após
contrair uma grave febre. Porém, o padre negro dos milagres, como
era chamado pelo povo pobre, deixou sua marca e semente, além da
vida inteira dedicada aos desamparados. Com as esmolas recebidas
fundou em Lima, um colégio só para o ensino das crianças pobres,
o primeiro do Novo Mundo.
O Papa Gregório XVI o beatificou em 1837 e foi canonizado em 1962,
por João XXIII, confirmando sua festa no dia 03 de novembro. Em
1966, Paulo VI proclamou Santo Martinho de Porres, padroeiro dos
barbeiros. Mas, os devotos também invocam por sua intercessão nas
causas que envolvem justiça social.
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