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A ousadia do profeta despertou a ira do rei, que
imediatamente mandou prendê-lo. João Batista permaneceu na prisão
de Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, por três meses. Até
que durante uma festa no palácio desta cidade, a filha de Herodíades,
Salomé, instigada pela ardilosa e perversa mãe, dançou para o rei
e seus convidados. A bela moça era uma exímia dançarina e tinha a
exuberância da juventude, por tudo isto proporcionou à todos um
estonteante espetáculo.
No final ainda entusiasmado o rei Herodes disse que ela poderia
pedir o que quisesse como pagamento porque nada lhe seria negado.
Por conselho da mãe, ela pediu a cabeça de João Batista numa
bandeja. E assim, a palavra do rei foi mantida. Algum tempo depois o
carrasco entrava com a cabeça do profeta em um prato, entregando-a
à Salomé e a sua maldosa mãe. O martírio por decapitação de São
João Batista, que nos chegou narrado através do Evangelho de São
Marcos, ocorreu no dia 29 de agosto um ano antes da Paixão de
Jesus. O seu corpo foi enterrado na Samaria.
Ainda segundo o evangelista Marcos, João Batista antes de ser
decapitado exultou em voz alta: "Agora a minha felicidade será
completa; Ele deve crescer, eu ao contrário diminuirei".
Encerrando com o martírio a sua missão de profeta precursor do
Messias.
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