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E teria
acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para
continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica
sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava
as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do
Bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível
que se perca um filho de tantas lágrimas".
Agostinho se tornou um brilhante professor de retórica
em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às
escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão,
onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.
Mônica desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou
também para Milão, onde, aos poucos terminou seu sofrimento. Isto
porque, Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois
por interesse espiritual, tinha se tornado freqüentador dos
envolventes sermões de Santo Ambrósio. Foi assim que se deu sua
conversão e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim,
Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas. Mãe
e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto
de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era
27 de agosto de 387 e ela tinha cinqüenta e seis anos.
O Papa Alexandre III confirmou o tradicional culto à Santa Mônica,
em 1153, quando a proclamou "padroeira das mães cristãs".
A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu
corpo venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea em Óstia,
em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo
Agostinho.
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