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Então alguém se lembrou dos chamados "poderes" da
serva cristã. Como último recurso, foram sugeridos à rainha, que mandou
chamá-la. Assim, essa humilde escrava foi ao palácio atender à rainha,
levando consigo apenas a certeza de sua fé e a confiança de suas orações.
Logo conseguiu também curar a soberana. Enquanto ela se recuperava, certo dia seu esposo,
o rei Mirian saiu em comitiva para uma caçada. Mas, o grupo acabou
isolado no bosque devido a uma violentíssima tempestade. A situação
era crítica, com trovões e raios incendiando árvores, pedras
rolando ao vento e atingindo pessoas. O pavor tomou conta de todos,
clamaram por seus deuses, mas nada acontecia. Lembrando-se da
rainha, o rei decidiu rezar para o Deus de Cristiana. Uma luz então
foi vista saindo do céu, a tempestade cessou e todos puderam
regressar sãos e salvos à corte. Nesse instante o rei sentiu a fé
invadir seu coração.
Ao voltar, procurou a escrava Nina e lhe pediu
que falasse tudo o que sabia sobre sua religião. Acabou catequizado
e convertido. Entretanto os reis, Mirian e Nana, não podiam ser
batizados, pois na corte não havia nenhum Bispo. Seguindo a orientação
de Cristiana, o rei enviou esse pedido ao imperador Constantino.
Nesse meio tempo, mandou construir a primeira igreja cristã, de
acordo com uma planta feita sob orientação de Nina, já libertada.
Quando chegou o primeiro Bispo da Geórgia acompanhado de um grupo
de sacerdotes missionários, encontraram o povo já abraçando a
doutrina de Santa Nina, como os fiéis a chamavam por força de sua
piedade e prodígios de fé. Com facilidade converteram a nação
inteira, a partir da grande solenidade do batismo do casal real. Depois, junto com o Bispo, o rei Mirian e a rainha Nana construíram
o mosteiro Samtavro, anexo àquela igreja, onde mais tarde foram
sepultados. Nele também viveu alguns anos Santa Nina, que morreu no
ano 330.
Venerada pelos fieis como padroeira da Geórgia, suas relíquias estão
guardadas Catedral da Metiskreta, antiga capital desse país. O seu
culto foi confirmado, sendo realizado no Oriente em 14 de janeiro.
Enquanto a Igreja de Roma a comemora no dia 15 de dezembro.
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