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Tornou-se a regente para o filho Esviatoslav de
três anos de idade, governando Kiev com esperteza política e
colocando o principado numa excelente condição financeira. Amada
pelo povo que a reconhecia como justa e misericordiosa, mas também
severa e inflexível. Educou o filho corretamente, mas não teve a
felicidade de vê-lo se converter ao Cristianismo como ela tinha
feito. Esta satisfação desfrutou de seu neto Vladimir que além de
se tornar cristão e batizado, depois veio a ser o "batizador
da Rússia", "novo apóstolo" e Santo da Igreja.
Olga tentou estreitar os laços com o sólido Império de Bizâncio,
através do casamento de seu filho com uma princesa de lá. Em 957
viajou para Constantinopla, mas não obteve bons resultados, para
desilusão dos cristãos e satisfação dos pagãos. Por isto, os
cristãos buscavam apoio no imperador Otto I da Saxônia, que era
católico. Em 959 eles lhe pediram que enviasse um Bispo para a Rússia,
o qual ficou só três anos, pois foi expulso devido à revolta dos
pagãos.
Olga rezava dia e noite pela conversão do filho e para o bem dos súditos.
Ao terminar a regência, segundo as leis da época, se retirou para
suas atividades privadas, dando continuidade às obras de seu
apostolado e de missionária. Construiu algumas igrejas, inclusive a
de madeira dedicada à Santa Sofia, em Kiev.
Viveu piamente e morreu com quase oitenta anos em 11 de julho de
969. Dela escreveu seu biógrafo: "antes do Batismo, a sua vida
foi manchada por fraquezas e pecados, ela, mesmo assim se tornou
Santa, certamente não pelo seu próprio merecimento, mas por um
plano especial de Deus para o povo russo".
A veneração por Santa Olga começou durante o governo do seu neto
Vladimir, que, em 996 mandou transferir as relíquias da avó para a
igreja que mandara construir especialmente para recebe-las. O seu
culto foi confirmado pela Igreja no Concílio Russo de 1574,
mantendo a festa litúrgica no mesmo dia que ocorreu seu trânsito.
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