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Ao primeiro instante Pafúncio se pôs a correr,
assustado com aquela figura. Porém minutos depois, essa figura o chamou
dizendo que nada temesse, pois também era um ser humano e servo de Deus.
O abade retornou ao local e os dois passaram a conversar. Onofre disse a
Pafúncio o seu nome e lhe explicou a sua verdadeira história. Era um
monge de um mosteiro, mas se sentira chamado à vida solitária. Resolveu
seguir para o deserto e levar a vida de eremita a exemplo de São João
Batista e do profeta Elias, vivendo apenas de ervas e do pouco alimento
que encontrasse.
Onofre falou sobre a fome e sede que sentira e também sobre o conforto
que Deus lhe dera alimentando-o com os frutos de uma tamareira que ficava
próxima a gruta que era sua moradia. Em seguida, conduziu Pafúncio à
esta gruta, onde conversaram sobre as coisas celestes até o pôr-do-sol,
quando apareceu repentinamente diante dos dois, um pouco de pão e água
que os revigorou.
Pafúncio falou à ele sobre seu desejo de se tornar um eremita. Mas,
Onofre disse que não era essa a vontade de Deus, que o tinha enviado para
assistir a sua morte. Depois deveria retornar e contar a todos sua vida e
o que presenciara. Pafúncio ficou, e assistiu quando um anjo deu a
Eucaristia à Onofre antes da morte, no dia 12 de junho.
Retornando à cidade escreveu a história de Santo Onofre e a divulgou por
toda a Ásia. A devoção à este Santo era muito grande no Oriente e
passou para o Ocidente no tempo das Cruzadas. O dia 12 de junho foi
mantido pela Igreja, tendo em vista a época em que Pafúncio viveu e
escreveu o livro da vida de Santo Onofre, que buscou de todas as maneiras
os ensinamentos de Deus.
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