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A tradição relata sua vida começando pelo
ponto culminante: a morte pelo testemunho da fé. A fé cristã
sempre foi marcada ao longo dos séculos pelos sacrifícios de seus
seguidores, iniciados com a Crucificação pela Paixão de Jesus
Cristo. Orestes foi mais um desses mártires, provavelmente morreu
na última perseguição aos cristãos, decretada pelos romanos.
Temos uma narração milenar vinda da Capadócia que nos coloca
Orestes como um médico, acusado de incitar o povo contra a
idolatria. Um médico, de fato, pode exercer muita influência sobre
o ânimo dos doentes, que estão necessitados de ajuda material, mas
que também precisam de conforto espiritual. Denunciado como cristão
e pregador da nova fé, Orestes não negou.
Durante o julgamento público, ele clamou que o céu lhe concedesse
um prodígio capaz de cair sobre o povo, que queria trair a verdade
do Cristianismo. Imediatamente foi atendido. Orestes, apenas com um
sopro, fez as estátuas dos ídolos voarem como folhas mortas e as
colunas do templo caírem, como se fossem de fios de palha. Foi
condenado à morte.
Mas antes, torturado com pregos e arrastado por um cavalo. No final,
com o cadáver desfigurado, foi atirado num rio, que devolveu seu
corpo refeito e coberto com uma magnífica túnica. Foi assim, que
as relíquias do mártir chegaram naquele antigo local, onde existiu
o famoso mosteiro de Santo Orestes, na Capadócia, atual Turquia.
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