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Ele se referia a imperatriz Justina que, apoiada por
quase toda a corte romana, pretendia transferir Ambrósio para entregar a
Diocese aos hereges arianos. Mas teve que desistir, pois a comoção
popular foi imensa com o traslado destas relíquias, no dia seguinte,
feita pelo Bispo em intenção litúrgica, a exemplo das cerimônias de
traslado litúrgico orientais.
O acontecimento foi inacreditável, arrebatando uma multidão de fiéis,
ocorrendo inúmeros milagres e graças. Os dois Santos tiveram logo uma
notável popularidade. Inclusive propiciou um grande impulso em todo o
mundo cristão do Ocidente, assinalando uma reviravolta decisiva na história
da veneração e do culto aos Santos e as suas relíquias para toda a
Igreja.
A tradição nos narra que Gervásio e Protásio eram gêmeos e os únicos
filhos de Vidal e Valéria, cidadãos da nobreza de Milão. Pais e filhos
haviam sido convertidos pelo bispo São Caio. Em vista disto mandaram
construir a igreja de Milão, em 63. Mas depois Vidal e Valéria foram
mortos testemunhando a fé, durante o governo do imperador Nero, em 68.
Órfãos dos pais, os dois irmãos venderam todos os bens, entregaram o
que arrecadaram ao Bispo, para terminar a construção da igreja e
distribuir aos pobres e se recolheram numa pequena casa afastada onde
passaram dez anos em orações e penitências. Denunciados como cristãos
foram torturados lentamente, e depois assassinados. Gervásio morreu sob
os golpes dos chicotes e Protásio, além disto, foi decapitado.
Os irmãos gêmeos Gervásio e Protásio, Santos mártires, recebem a
veneração litúrgica em 19 de junho, mesmo dia em que suas relíquias
foram transferidas para igreja de Milão, aquela construída por sua família.
Em 1874, as relíquias de ambos foram transferidas e colocadas ao lado da
sepultura de Santo Ambrósio, na igreja à ele dedicada, também em Milão,
Itália.
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