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Eleito provincial da Ordem visitou todos os
conventos, mesmo nessa situação percorria as distâncias com os pés
descalços e a cabeça descoberta. Em todos eles, as regras
primitivas da Ordem: de pobreza e caridade absolutas, de São
Francisco, foram restabelecidas. Sua reforma ultrapassou as
fronteiras da Espanha e atingiu até mesmo o convento de Arariba, em
Portugal, para onde viajou. Ali, atraiu tantos novos noviços que
foi necessário construir um outro convento para abrigar a todos. De
tal modo que o Papa Paulo IV autorizou a reforma para outros da província
franciscana, alcançando mais de trinta conventos de diversos países.
Na sua época, Pedro de Alcântara conviveu com vários santos e foi
o orientador de alguns deles, como: Luiz de Granada, João de Ávila,
Francisco Borja e Teresa d'Ávila, carmelita e grande reformadora da
sua Ordem, de quem foi também confessor e diretor espiritual. Com
fama de santidade realizou vários prodígios em vida. Aos sessenta
e três anos de idade e gravemente enfermo, predisse o dia de sua
morte: 18 de outubro de 1562, quando de fato ocorreu.
Como legado, nos deixou algumas obras escritas, onde narrou, com
riqueza de detalhes, a sua experiência ascética, baseada,
sobretudo, na devoção para com a paixão de Cristo. Canonizado
pelo Papa Clemente IX, em 1669, Santo Pedro de Alcântara é
comemorado em 19 de outubro, um dia após a data de sua morte.
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