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Aguardou que Jesus achasse a hora certa de revelar a
verdade. Foi afastado da pregação por um bom tempo, até que a mentira
se desfez sozinha, e ele foi chamado de volta e aclamado pela comunidade.
Voltando às viagens evangelizadoras, seus inimigos o afrontaram de novo
tentando provar que suas graças não passavam de um embuste. Um homem
fingiu estar doente, e outro foi buscar Pedro. Este, percebendo logo o que
se passava, rezou e pediu a Deus que se o homem estivesse mesmo doente
ficasse curado. Mas, se a doença fosse falsa, então que ficasse doente
de verdade. O maniqueu foi tomado por uma febre violentíssima, que só
passou quando a armadilha foi confessada publicamente. Perdoado por Pedro,
o homem se converteu na mesma hora.
Pedro anunciou ainda não só o dia de sua morte, como as circunstâncias
em que ela ocorreria. E, mesmo tendo esse conhecimento, não deixou de
fazer a viagem que seria fatal. No dia 29 de abril de 1252, indo da cidade
de Como para Milão, foi morto com uma machadada por um maniqueu que o
emboscou. O nome do assassino era Carin que, mais tarde, confessou o crime
e, cheio de remorso, se internou como penitente no convento dominicano de
Forli.
Imediatamente o seu culto se difundiu em meio a comoção e espanto dos fiéis,
que passaram a visitar o seu túmulo onde as graças aconteciam em profusão.
Apenas onze meses depois o Papa Inocente IV o canonizou, fixando a festa
de São Pedro de Verona para o dia de sua morte.
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