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E começou de forma singular,
deparando-se com a existência de dois Papas, deportou ambos,
condenando-os a trabalhos forçados numa mina de pedras da Sardenha.
Ponciano foi o primeiro Papa a ser deportado. Era
um fato novo para a Igreja, que ele administrou com sabedoria e
sagacidade e muita humildade. Para que seu rebanho não ficasse sem
pastor, renunciou ao Trono de Pedro, tornando-se também o primeiro
Papa da Igreja a usar este recurso extremo. Foi sucedido pelo Papa
Antero, de origem grega, que exerceu a função por apenas quarenta
dias.
Todavia, seu gesto comoveu Hipólito, que percebeu o sincero zelo
apostólico de Ponciano. Por isto, também renunciou o seu posto,
interrompendo o prolongado cisma e se reconciliou com a Igreja de
Roma, antes de morrer, em 235, mesmo ano que Ponciano.
O Cristianismo só se beneficiou porque, Hipólito se tornou o mais
importante filósofo cristão do final do século III. As suas obras
mais conhecidas são Teorias filosóficas, o Livro de Daniel e A
tradição apostólica, que aborda temas importantes como rito,
disciplina e costumes cristãos da época. Papa Ponciano, por sua
vez, instituiu o canto dos Salmos, a reza do "confiteor
Deo" antes de morrer e o uso do "Dominus vobiscum".
E, o fundamental, pôs fim à heresia de Hipólito.
Os corpos destes dois mártires foram trasladados para Roma no dia
13 de agosto de 354, onde com grande honra, foram sepultados. Santo
Hipólito no cemitério da via Tiburtina e Papa Santo Ponciano nas
catacumbas de São Calisto. A festa litúrgica foi mantida neste
dias para a veneração de ambos.
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