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Os martírios de cristãos, para frustração dos
governantes e opositores da Igreja, não só acabava produzindo no povo
pagão um sentimento de pena e solidariedade como também frutificavam em
conversões inesperadas para os dominantes e exemplares para a população.
Foi o caso de Processo e Martiniano que eram carcereiros de São Pedro nos
anos 64 ou 67.
Eram soldados romanos, mais exatamente carcereiros. Sensibilizaram-se com
as pregações feitas pelo apóstolo no Cárcere Marmetino. Encantaram-se
com os ensinamentos de Jesus, converteram-se e foram batizados pelo próprio
São Pedro, preso que eles vigiavam. Após a execução de Pedro, mudaram
totalmente seu comportamento.
Ao serem acusados, seus superiores mandaram que participassem de um culto
a Júpiter, ao qual ambos se recusaram firmemente. O resultado é que
foram torturados e mortos a fio de espada, no centro do anfiteatro romano.
No futuro receberiam a honra de uma homilia do Papa São Gregório Magno,
a trigésima segunda, bem como o traslado de suas relíquias para o
Vaticano no século IX.
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São Processo e São Martiniano
+ século I
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