SÃO PRÓSPERO DE AQUITÂNIA

25 de junho

Próspero estudou na sua cidade natal Aquitânia, atual Limoges, França, e logo se tornou escritor e teólogo. As suas obras são quase as únicas fontes de informação sobre ele próprio. Escrevia tanto em verso como em prosa. Por causa do poema "De um esposo à sua mulher", atribuído à sua autoria, chegou a se supor que ele pudesse ter sido casado. Porém é certo que ele nunca se ordenou sacerdote, embora tenha vivido no mosteiro de Marselha, desde 426. Até morrer se manteve apenas um monge leigo. Também não foi mártir e nem patrocinou prodígio algum. Entretanto a Igreja o venera como "Professor da Fé".

No meio dos sacerdotes marselheses, Próspero viu se difundir a doutrina herética apregoada por Pelágio, que negava o pecado original e a necessidade da Graça Divina para a salvação humana. Portanto, o homem seria capaz de se salvar apenas praticando o bem e segundo a sua própria vontade, pois a Graça Divina era importante, mas não indispensável.



São Próspero de Aquitânia
Próspero = Professor da Fé
Séculos IV e V

Próspero desde o seu ingresso no mosteiro, tomou parte ativa na luta contra os erros doutrinais divulgados por Pelágio, que os monges marselheses se interessavam em sua propagação. Ele defendeu e trabalhou pessoalmente com Agostinho, pois tinham o mesmo entendimento que ele sobre a Graça Divina . Por isto, contou a Agostinho que os "marselheses" eram os novos opositores à sua doutrina. Instigado, Agostinho escreveu aquela que foi a sua maior obra: "Da predestinação dos Santos e Dom da perseverança", logo após, morreu em 430. Mas nem mesmo após sua morte as críticas dos "marselheses" à sua doutrina atenuaram. Por isto, um ano depois, Próspero decidiu ir à Roma para pedir a intervenção do Papa Celestino I. Este mandou uma carta aos Bispos da França para que acabassem de vez com as críticas ao grande mestre e Doutor da Igreja: Agostinho.

Só então, Próspero se transferiu para Roma em 435, onde continuou com suas obras. Escreveu um comentário sobre os Salmos e principalmente sobre seu mestre Agostinho, assentando a sua doutrina e corrigindo certos exageros encontrados nos seus textos. Próspero captava com facilidade o pensamento muitas vezes obscuro de Agostinho, devido à sua apurada educação literária e filosófica. Ele próprio se tornou um teólogo de rara grandeza para a Igreja.

A partir de 440, Próspero foi convocado pelo papa Leão Magno, para ser seu secretário, exercendo a função até depois de 463, quando faleceu. Deixou um grande número de escritos teológicos eclesiásticos, sempre em resposta às diversas calúnias e objeções à rígida doutrina de Agostinho. Aliás o conteúdo era tão apurado e preciso que continuaram convencendo também os outros pontífices que se sucederam em Roma, durante séculos. O único indício de homenagem à São Próspero de Aquitânia, remonta à Antiguidade, que é uma pintura na igreja de São Clemente em Roma. Sem dúvida se trata deste Santo, porque naquela igreja o Papa Zózimo em 417, condenou o "pelagianismo", heresia que este grande teólogo combateu ferrenhamente, através de suas obras.

Próspero de Aquitânia só foi canonizado no século VIII, por isto, foi inserido erroneamente no Martirológio Romano por César Baronio, que o confundiu com o Bispo de Régio Emilia, seu homônimo, que foi martirizado pela fé no século VIII. Motivo pelo qual, os dois Santos, recebem as homenagens litúrgicas no mesmo dia: 25 de junho.

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