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Lucio
Caio Atílio Severo, era governador de uma das muitas províncias do Império
Romano, a qual fazia parte da antiga Lusitânia e parte da Galiza residia
na cidade de Braga e era casado com Cálcia Lúcia, ambos de famílias
ilustres, porém idólatras. Cálcia Lucia, depois de ser estéril por
muitos anos, concebeu e completados os nove meses, Cálcia, por milagre da
Divina Providência, deu á luz a nove meninas, que nasceram tão
perfeitas como esposas de haviam de ser do Cordeiro Imaculado.
Nesta época seu marido Lúcio Caio estava
ausente, fazendo ausente, fazendo corte ao Imperador Adriano, viajando
pela península.
Cálcia dominada pela superstição e
por se ver mãe de nove meninas, dada à luz num só parto, decide por em
prática um plano infernal: afogar as nove meninas! Comunicando seu
projeto a única pessoa que lhe tinha assistido ao parto, Cita sua devota
criada e, depois de a obrigar a guardar o mais rigoroso segredo,
ordena-lhe que faça primeiro divulgar a notícia de que ela tivera um
parto infeliz e que a criança veio a morrer.
À noite, depois da família ter se
recolhido e aproveitando o escuro, Cálcia ordena que Cita saísse e fosse
mergulhar as nove meninas num poço do rio Este, que corre nos subúrbios
de Braga.
Cita que na realidade era cristã mas
mantinha sua fé escondida por causa das perseguições, saiu e foi direto
à casa do Arcebispo de Braga Santo Ovídio (cuja memória celebramos a 3
de junho) o qual, administrando o sacramento do Batismo lhes pôs os
seguintes nomes: Genebra, Vitória, Eufemia, Marinha, Marejana, Germana,
Basília, Quitéria e Liberata (ou Vilgeforte, como outros lhe chamam).
Depois a virtuosa e compassiva Cita, procurou nos arredores de Braga, famílias
cristãs para as criarem e educarem na lei de Cristo.
A religiosa educação, que as
meninas receberam na sua infância, produziu tão grande domínio em seu
corações, que no decorrer de suas vidas e até o fim dela, sempre
puseram em prática as santas virtudes. Por nove ou dez anos viveram nos
arredores de Braga, com tanta perfeição como se já vivessem no céu,
imitando os anjos na pureza, os querubins no fervor e os serafins no amor.
Com a orientação de autorização de Santo Ovídio, as meninas passaram
a morar juntas numa mesma casa, em clausura, segundo a vontade delas
mesmas.
Nesta ocasião levantou-se uma
terrível e cruel perseguição, renovando um edito iniciado por Nero,
cujo fim era extinguir totalmente do mundo o Nome adorável de Jesus
Cristo. Na terras sujeitas ao Império Romano, se publicou solenemente,
sob pena de morte, que se adorasse os ídolos e extinguissem o
cristianismo. Espalhando-se os infernais algozes, se dirigiram à casa
onde viviam as nove irmãs, e encontrando a santa comunidade, certificados
de que elas eram cristãs, as levaram presas á presença do governador de
Braga, Lúcio Caio (seu pai), este, apesar de ainda não as reconhecer
como filhas, ficou muito impressionado com a modéstia, humildade e rara
formosura, e tratando-as com brandura fez diferentes perguntas relativas a
sua pátria, pais e religião, mas deixando bem claro que não obedecessem
ao mandato de adorarem aos ídolos a pena seria executada,
Santa Genebra tomou a palavra e respondeu em
nome de todas. Não há termos para explicar a impressão que a verdadeira
história das meninas produziu no coração de Lucio Caio. Este, Manda
chamar sua esposa Cálcia para confirmar e esta, deparando com Cita que
acompanhava as meninas, não se atreve a negar. Reconhecidas agora como
suas filhas, suas filhas Atílio emprega todos os esforços para convencer
as meninas a abandonarem a fé católica, mas em vão foram seus pedidos
suas promessas de casamentos abastados e súplicas pela preservação do
nome da família. Furioso, apela para ameaças de castigos, torturas e a
morte. Vendo que tudo isso era em vão, manda aprisionar as meninas em um
dos salões do palácio até que se decidam.
Na escuridão da noite fogem do
palácio e por algum tempo caminham juntas, depois param e decidem que
cada uma deverá seguir seu caminho, diferentes da outra seguindo apenas
na direção que o Senhor lhes inspirar. Santa Liberata, ergue as mãos ao
céu e pede: "Senhor Jesus Cristo, que permitistes nascêssemos todas
num mesmo dia e, livrando-nos da morte, nos deste nova vida da graça ,
pedimo-vos, Senhor, pela vossa Divina Misericórdia, e pelo eterno e
incomparável amor com que nos tem amado, Permita meu Deus, que sejamos
todas levadas ao descanso eterno, e não permita, meu bom Jesus, que se
afastam do caminho da glória celeste aquelas que tão unidas foram
enquanto viveram na terra". Toda com o mesmo espírito e mesma fé
responderam: Amém! Despediram-se e seguiram cada qual para onde o Senhor
lhes inspirava.
Santa Quitéria fugiu em direção a
uma montanha próxima, onde ali viveu uma vida de contemplação. Atílio,
seu pai Germano, um dos jovens pretendentes á sua mão, vendo-se iludidos
pela fuga da virgem, enviaram servos a procurá-la, com ordens para, caso
a encontrassem, lhe aconselharem o regresso á casa paterna e o casamento.
Após muitas pesquisas, Quitéria foi encontrada. Seu pai ardendo de ira
mandou-a decapitar por tal de Dumas, apóstata. O renegado trespassou com
inúmeros golpes o corpo virginal de Quitéria. O seu corpo foi encontrado
e sepultado por cristão na Capela de São Pedro.
Bibliografia
Tirado do livro publicado Santos de
Cada Dia. volume II - Maio, Junho, Julho e Agosto - Organizado por José
Leite, S.J.,das paginas 203 a 210 este livro foi trazido pela catequista
Ana e seu esposo Alfredo em uma visita a Portugal e faz parte do acervo da
biblioteca da Catequese da Paróquia Santa Quitéria.
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