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Segundo elas, Fermo e Rústico não eram
africanos, mas veronenses de origem. Teriam sido mortos decapitados
por não renegarem a fé em Jesus Cristo, durante o tempo do
imperador Maximiano, entre 286 e 310. Depois disso, seus corpos
teriam sido enviados a Cartago, na África do Norte, para serem
sepultados.
Porém, suas relíquias tiveram novamente o rumo da Itália, entre
757 e 774, devido à aclamação do povo. O retorno foi patrocinado,
pelo Bispo de Verona, Annone, que custeou o traslado das relíquias
de volta à sua terra natal. Os dois mártires foram acolhidos com
grande solenidade, cujos corpos foram depositados nas igrejas, que há
muito tempo, já haviam sido erguidas em honra de seus nomes.
Esta história esta registrada em dois documentos: no
"Translatio ss. Firmi et Rustici", da segunda metade do século
VII, e no "il Ritmo pipiniano", escrito entre os séculos
VIII e IX. Naquela época, a África do Norte estava sob domínio
dos vândalos de Genserico. Isso provocou uma emigração de cidadãos
romanos fugitivos, de volta à Itália.
Verona era a província que mais acolhia estes fugitivos. Ela teve
inclusive como Bispo, o norte africano Zeno, também um fugitivo,
que hoje é festejado como padroeiro da cidade. Ele é um bom
exemplo de como o povo veronense tinha grande veneração pelos mártires
africanos. Assim é bem possível que tenham adotando também os
Santos Fermo e Rústico, muito celebrados como padroeiros de Verona.
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