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Apesar da dificuldade conseguiu o consentimento
do pai e finalmente em 1224 ingressou na Ordem, recebendo o hábito
das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote e seus dotes de
missionário vieram à tona, dedicando-se nessa missão de coração
e alma. Por isso foi mandado em missão na Argélia, norte da África,
para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu
libertar cento e cinqüenta escravos e devolvê-los às suas famílias.
Quando se ofereceu como refém, sofreu no cativeiro verdadeiras
torturas e humilhações. Mas, mesmo assim não abandonou seu
trabalho. Levava o conforto e a palavra de Deus aos que sofriam mais
que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus. Muitas
foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos
magistrados muçulmanos. Estes mandaram que lhe perfurassem a boca e
colocassem cadeados, para que Raimundo nunca mais pudesse falar e
pregar a doutrina de Cristo.
Raimundo sofreu durante oito longos meses essa tortura, mas
finalmente foi libertado com a saúde totalmente abalada. Quando
chegou à pátria, na Catalunha em 1239, logo foi nomeado cardeal
pelo Papa Gregório IX que o chamou para ser seu conselheiro em
Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la.
Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde
debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo Nonato foi
acometido de forte febre e acabou morrendo. Aconteceu em 31 de
agosto de 1240 quando ele tinha apenas quarenta anos de idade.
Ele foi sepultado naquela cidade e o seu túmulo se tornou local de
peregrinação, sendo então erguida ali uma igreja, para abrigar
seus restos mortais. Seu culto se propagou pela Espanha e Europa,
sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à
condição difícil do seu nascimento é venerado como padroeiro das
parturientes, das parteiras e dos obstetras.
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