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Raimundo passou a cuidar dos doentes e
moribundos, num tempo em que não existia assistência aos
necessitados. Fundou uma espécie de hospedaria-albergue onde
tratava a todos com dedicação e dignidade, enxergando em cada um
deles a face de Cristo. Como não tinha muitas posses, se tornou
esmoler, para manter suas obras. Freqüentava todos os dias as
igrejas, pregava pelas ruas e fazia procissões com seus pobres,
solicitando a caridade das pessoas. Logo ele passou a abrigar também
as crianças abandonadas, que se tornaram a grande razão de sua
vida.
Além de dar abrigo e cuidado, afeto e carinho, ele catequizava à
todos, na doutrina cristã. Era um simples leigo, tinha pouca instrução,
mas possuía o dom da sabedoria e pregava com autoridade. Por isto,
ele tomou a iniciativa de advertir publicamente o próprio Bispo,
que não se posicionava com firmeza frente aos problemas da cidade.
Na época, Piacenza e Cremona, passavam por constantes lutas,
resultando em mortos inocentes. Servindo de mediador, Raimundo
conseguiu solucionar o conflito.
Tornou-se o protetor dos pobres e das vítimas dos abusos de todos
os gêneros, que ele mesmo acompanhava aos tribunais defendendo-os
na frente dos juízes insensíveis e prepotentes. As autoridades do
governo, por fim, passaram a consulta-lo em todas as questões que
envolviam os pobres.
Ele faleceu, no dia 27 de julho de 1200, entre seus pobres e
exortando ao filho Geraldo, que se tornasse sacerdote, o que de fato
ocorreu, pouco tempo depois. Com fama de santidade em vida, foi
sepultado próximo à Capela dos Doze Apóstolos. Logo as notícias
de graças e prodígios se espalharam pela região e a casa dos seus
pobres, passou a ser chamada de Hospedaria de São Raimundo
Zanfogni. Mas ele só foi canonizado em 1602, pelo Papa Clemente
VIII, que designou dia de sua morte, para a celebração litúrgica.
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