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Aos vinte e cinco anos de idade, Rodolfo recebeu
a ordenação sacerdotal e, mesmo a contragosto, foi consagrado
Bispo de Gubio, cidade próspera e rica da região. Porém, era uma
diocese muito problemática para a Igreja. Os Bispos anteriores
haviam instituído o que se chamou de "ressarcimento",
isto é, os Sacramentos eram condicionados a pagamentos e não aos méritos
ou a vocação religiosa. Enquanto alguns sacerdotes pediam dinheiro
para a absolvição dos pecados, outros queriam comissões para
ordenar os sacerdotes.
Rodolfo assumiu o posto e combateu tudo com firmeza, dentro do
exemplo de fiel pastor. Vestia-se sempre com as mesmas roupas,
velhas e surradas, fosse qual fosse o tempo ou a estação. Comia
pouco, impondo-se um severo jejum. Dormia quase nada, mantendo-se em
vigília constante, na oração e penitência. Percorria toda a
diocese, e se mantinha incansável sempre pronto a atender os
pobres, doentes e abandonados. Tornou-se o exemplo de humildade e de
caridade cristã, um verdadeiro sacerdote da Igreja. Apenas com seu
comportamento ele conseguiu recolocar Gubio no verdadeiro caminho do
amor a Cristo e a Virgem Santíssima.
Foram cinco anos dedicados à diocese de Gubio, durante os quais
participou do Concílio Romano em 1059, como seu Bispo. Rodolfo
morreu jovem, com apenas trinta anos de idade, em 26 de junho de
1064, consumido pela fadiga e vida excessivamente austera.
Entretanto a sua obra não chegou a ser interrompida, pois foi
substituído por seu irmão João, que seguiu o seu exemplo de Bispo
benevolente com o rebanho, mas rigoroso consigo mesmo.
A figura do Bispo Rodolfo tornou-se conhecida através da carta
escrita por seu mestre, Pedro Damião, para comunicar sua morte, ao
Papa Alexandre II. Nela foi descrito como um homem de profundo espírito
religioso e possuidor de grande cultura teológica e bíblica. A única
pessoa a quem confiava seus escritos para serem corrigidos de possíveis
distorções da doutrina católica e para a correta interpretação
do Evangelho.
As relíquias de Santo Rodolfo, guardadas na Catedral de Gubio,
foram destruídas durante as reformas executadas em 1670. Entretanto
isto nada significou para seus devotos, que continuam a comemora-lo
no dia 17 de outubro, data oficial da sua festa.
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