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Fez isso durante dois anos, ganhando fama de santidade. Depois
partiu para Roma, onde durante três dias rezou sobre os túmulos de
São Pedro e São Paulo. Depois, por mais alguns anos, peregrinou
por toda a Itália setentrional, onde encontrou um vasto campo de ação
junto aos doentes incuráveis. Cuidando deles, descuidou-se de si próprio.
Certo dia percebeu uma ferida na perna e viu que fora contaminado
pela peste. Assim, decidiu se refugiar sozinho em um bosque, onde
foi amparado por Deus.
Roque foi encontrado por um cão. Este animal passou a levar-lhe
algum alimento todos os dias, até que seu dono, curioso, um dia o
seguiu. Comovido, constatou que era seu cão que socorria o pobre
doente. O homem, que não reconheceu em Roque o peregrino
milagreiro, a partir daquele momento, cuidou da sua recuperação.
Restabelecido, voltou para Montpellier, que nesta ocasião estava em
guerra. Confundido como espião, foi preso e levado para o cárcere,
onde sofreu calado durante cinco anos. Ali continuou praticando a
caridade e pregando a palavra de Cristo, convertendo muitos
prisioneiros e aliviando suas aflições, até morrer.
Diz a tradição, que quando o carcereiro, manco de nascença, tocou
com o pé o seu corpo, para constatar se realmente estava morto,
ficou imediatamente curado e começou a andar normalmente. Este
teria sido o primeiro milagre de Roque, após seu falecimento
ocorrido em 16 de agosto de 1327, na prisão de seu país de origem.
O seu culto foi reconhecido em 1584 pelo Papa Gregório XIII que
manteve a sua festa no dia de sua morte. Hoje as relíquias de São
Roque são veneradas na belíssima basílica dedicada à ele em
Veneza, Itália, sendo considerado o Santo protetor contra as
pestes.
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