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Aos vinte anos pediu e obteve licença para
emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária
dominicana. Quando vestiu o hábito e se consagrou mudou o nome para
Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à
Virgem Maria, passando a ser chamada: Rosa de Santa Maria.
Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais,
levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à
vontade de Deus. A partir do hábito ela imprimiu ainda mais rigor
às penitências. Começou a usar na cabeça uma coroa de metal
espinhento, disfarçada com botões de rosas. Aumentou os dias de
jejum e dormia sobre uma tábua com pregos. Passou a sustentar a família
com as rendas e bordados que fazia, pois, seu confessor consentiu
que ela não saísse mais de sua cela, exceto para receber a
Eucaristia. Vivendo em contínuo contato com Deus, atingiu um alto
grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo em
profundidade o mistério da paixão e morte de Jesus.
Rosa cumpriu sua vocação, devotando-se à Eucaristia e à Virgem
Maria, cuidando para afastar o pecado do seu coração, conforme a
espiritualidade da época. Aos trinta e um anos de idade foi
acometida por uma grave doença que lhe causou sofrimentos e danos físicos.
Assim, ela se retirou para a casa de sua benfeitora Maria de Uzátegui,
agora o Mosteiro de Santa Rosa, para cumprir a profecia de sua
morte. Todo ano, ela passava o dia de São Bartolomeu em oração,
pois, dizia: "Este é o dia das minhas núpcias eternas".
E assim foi, morreu no dia 24 de agosto de 1617. O seu sepultamento
parou toda a cidade de Lima.
Muitos milagres aconteceram por sua intercessão após sua morte.
Rosa foi beatificada em 1667 e se tornou a primeira santa da América
Latina ao ser canonizada em 1671 pelo Papa Clemente X. Dois anos
depois, foi proclamada Padroeira da América Latina, das Filipinas e
das Índias Orientais, com a festa litúrgica marcada para o dia 23
de agosto. A devoção de Santa Rosa de Lima se propagou rapidamente
nos países latino-americanos, sendo venerada pelos fiéis como
padroeira dos jardineiros e dos floristas.
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