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A família residiu em Nazaré, até que Jesus estivesse
pronto para desempenhar sua missão.
Ali Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu,
estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo José, a quem amava
muito e por ele era muito amado também. Foi um filho obediente à mãe
Maria, demonstrou isso já bem adulto, e na presença dos Apóstolos nas
Bodas de Caná, quando a pedido de Maria operou o milagre do vinho.
Quando o Messias começou a trilhar os caminhos, aldeias e cidades,
pregando o Evangelho, era reconhecido como o filho de José, o carpinteiro
da Galiléia. Até ser identificado como o Filho de Deus aguardado pelo
povo eleito, Jesus trabalhou como todas as pessoas fazem. Conheceu as
agruras dos operários, suas dificuldades e o suor necessário para ganhar
o pão de cada dia.
Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a
sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios
e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos
infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo,
com consciência que haverá momentos difíceis e crises formais. Só a
certeza e a firmeza nos propósitos da união e a fé na benção de Deus
recebida no casamento fará tudo superado. Pedir esse Sacramento à Igreja
é uma decisão de grande responsabilidade, ainda maior nos novos tempos
onde tudo é passageiro, fútil e superficial.
Essa celebração serve para que todas as famílias se lembrem da humilde
Sagrada Família, que mudou o rumo da Humanidade. Ela representa o gesto
transcendente de Deus que se acolheu numa família humana para ensinar, o
modo de ser feliz: amar o próximo como a nós mesmos. A Igreja comemora a
festa da Sagrada Família em data móvel, no domingo após o Natal, ou
alternativamente no dia 29 de dezembro.
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