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O vai e vem da vida militar em defesa dos cristãos,
levou novamente Serapião para a corte espanhola, em 1220. Desta
feita acompanhando Beatriz da Suécia, que ia se casar com Fernando,
rei de Castilha. Foi quando conheceu o sacerdote Pedro Nolasco,
santo fundador da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, os chamados
frades mercedários. Estes se dedicavam em defesa da mesma fé, mas
não guerreando contra os muçulmanos, e sim buscando libertar do
seu poder os cristãos cativos, mesmo que para isso tivessem que
empenhar suas próprias vidas.
Serapião ingressou na Ordem e recebeu o hábito mercedário em
1222. Junto com Pedro Nolasco e Raimundo Nonato, santo co-fundador,
realizou várias redenções. Na última, que ocorreu em Argel, na
África, teve de ficar refém para libertar os cristãos que estavam
quase renegando a fé, enquanto o outro padre mercedário viajou
rapidamente para Barcelona para buscar o dinheiro. Mas o superior,
Pedro Nolasco, estava na França, quando foi informado, escreveu uma
carta ao seu substituto na direção para arrecadar esmolas em todos
os conventos da Ordem e enviar o dinheiro para libertar Serapião, o
mais rápido possível.
Como o regate não chegou na data marcada, os muçulmanos, disseram
a Serapião que poderia ser libertado se renegasse a fé cristã.
Ele recusou. Enlouquecidos, lhe deram uma morte terrível. Colocado
numa cruz em forma de X, como o apóstolo André, teve todas as
juntas dos seus ossos quebradas, e assim foi deixado até morre.
Tudo aconteceu no dia 14 de novembro de 1240, em Argel, atual
capital da Argélia.
O culto que sempre foi atribuído à Santo Serapião, protetor
contra as dores de artrose, foi confirmado em 1625, pelo Papa Urbano
VIII. A festa religiosa ao santo mártir mercedário ocorre no dia
de sua morte.
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