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Num gesto de extrema lealdade, ordenou que todos os
cristãos da cidade fossem levados para diante do templo pagão, onde
seriam prestadas as homenagens àquele deus, considerado o mais poderoso
de todos, pelos pagãos. Caso não comparecessem e fossem denunciados
seriam presos e condenados à morte.
Poucos conseguiram fugir, a maioria foi ao local indicado, que ficou
tomado pela multidão de cristãos, à qual se juntou Sérgio. Ele era um
velho magistrado, que há muito tempo havia abandonado a lucrativa profissão
para se retirar à vida monástica, no deserto. Foi para Cesarea, seguindo
um forte impulso interior, pois ninguém o havia denunciado, o povo da
cidade não se lembrava mais dele, podia continuar na sua vida de reclusão
consagrada, rezando pelos irmãos expostos aos martírios. A sua chegada
causou grande surpresa e euforia, os cristãos desviaram toda a atenção
para o respeitado monge, gerando confusão. O sacerdote pagão que
preparava o culto ficou irado. Precisava fazer com que todos participassem
do culto à Júpiter, o qual, segundo ele, estava insatisfeito e não
atendia as necessidades do povo. Desta forma, o imperador seria informado
pelo seu senador e o cargo de governador continuaria com Sapricio. Mas, a
presença do monge produziu o efeito surpreendente de apagar os fogos
preparados para os sacrifícios. Os pagãos atribuíram imediatamente a
causa do estranho fenômeno aos cristãos, que com suas recusas haviam
irritado ainda mais o seu deus.
Sérgio, então se colocou à frente e explicou que a razão da impotência
dos deuses pagãos era que estavam ocupando um lugar indevido e que só
existia um único e verdadeiro Deus onipotente, o venerado pelos cristãos.
Imediatamente foi preso, conduzido diante do governador, que o obrigou a
prestar o culto à Júpiter. Sérgio não renegou a Fé, por isto morreu
decapitado naquele mesmo instante. Era o dia 24 de fevereiro. O corpo do mártir,
recolhido pelos cristãos, foi sepultado na casa de uma senhora muito
religiosa. De lá as relíquias foram transportadas para a cidade andaluza
de Ubeda, na Espanha.
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