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As cunhadas são um exemplo da figura de Sílvia, mãe providente e
benfeitora, que soube conciliar as exigências de uma família de
político atuante, como o era o marido Jordão, com o desejo de
perfeição espiritual representado pelas duas cunhadas.
Por falta de notícias precisas a santidade de Sílvia aparece
refletida através daquela de seu filho. Sem dúvida, sobre Santo
Gregório Magno, o exemplo e o ensinamento da mãe foi um peso que não
se pode ignorar. Embora, ele tenha escrito muito pouco sobre mãe e
as tias, nas pregações costumava citar-lhes o exemplo.
Dados encontrados sobre a vida de Silvia, relatam que quando o
senador Jordão morreu em 573, ela tratou de uma doença grave do
filho Gregório, que já adulto atuava no clero, levando
pessoalmente as refeições até sua pronta recuperação. Depois
disso entregou o palácio onde residia para que o filho o
transformasse num mosteiro.
Quando Gregório não precisou mais da sua ajuda e nem de sua
orientação, Sílvia se retirou para a vida religiosa num dos
mosteiros existentes fora dos muros de Roma. No qual, com idade avançada,
ela morreu serenamente, num ano incerto, mas depois de 594.
O Martirológio Romano indica o dia 03 de novembro para o culto litúrgico
em lembrança da memória de Santa Sílvia. Em 1604, suas relíquias
foram levadas para a igreja de Santos André e Gregório, construída
no antigo mosteiro e palácio de Monte Celio, onde o Papa São Gregório
Magno nasceu e Santa Sílvia viveu com as duas cunhadas Santas.
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